Provavelmente, em algum momento da sua vida você já ouviu falar sobre “terapia ocupacional”, mas talvez, não saiba ao certo de que forma essa área atua e como ela pode trazer benefícios para as pessoas.

Se esse é o seu caso, não se preocupe! A partir de agora, você passará a entender tudo a respeito do trabalho dos terapeutas ocupacionais.

Terapia ocupacional: o que faz?

A terapia ocupacional busca promover o bem-estar e a saúde das pessoas que sofrem com qualquer tipo de problema.

A terapia ocupacional busca promover o bem-estar e a saúde das pessoas que sofrem com qualquer tipo de problema.


A terapia ocupacional é uma atividade que busca promover o bem-estar e a saúde das pessoas que sofrem com qualquer tipo de problema físico, sensorial, social ou motor, a fim de auxiliá-las a recuperar suas capacidades funcionais e, principalmente, sociais.

A profissão do terapeuta ocupacional é muito antiga. Ela surgiu ainda na Antiguidade Clássica, quando a sociedade acreditava que certos tipos de atividades, como exercícios físicos, jogos e outros programas de lazer (que contribuem não só com o corpo, mas também com a mente) desempenhavam um papel fundamental no processo de cura das pessoas.

Não é, no entanto, porque essa é uma profissão antiga, que ela caiu em desuso, muito pelo contrário. Os benefícios da terapia ocupacional são comprovados até hoje, especialmente para pessoas em casos de vulnerabilidade social.

Em quais áreas o terapeuta ocupacional pode atuar

A terapia ocupacional pode ser aplicada em diversas áreas e atuar de diferentes formas. Tudo vai depender de qual é o perfil das pessoas em tratamento e, principalmente, quais são os objetivos pretendidos, se é promover o desenvolvimento social, por exemplo, ou realizar outros tipos de terapias específicas.

Alguns dos principais lugares onde a terapia ocupacional é muito explorada são:

  • Clínicas de reabilitação;
  • Casas de repouso;
  • Unidades básicas de saúde;
  • Centros de convivência;
  • Clínicas particulares;
  • Organizações de assistência social;
  • Empresas.

Para entender melhor como a terapia ocupacional funciona, vamos conferir como ela pode atuar em algumas áreas específicas. Confira!

Terapia ocupacional na educação

A educação é uma das áreas em que a terapia ocupacional é mais explorada. Nesse caso, o terapeuta costuma realizar um trabalho em parceria com os professores, pais e alunos que estão inseridos naquele ambiente educacional.

É muito comum que a terapia ocupacional seja utilizada dentro da educação para ajudar alunos que possuem problemas físicos ou motores a se adaptarem e conseguirem acompanhar o restante da turma nas atividades do dia a dia.

Outro caso bastante comum é atuar com crianças e jovens que possuem dificuldade de aprendizado, por meio de exercícios e atividades que os auxiliem a se desenvolverem.

Trabalho com os professores e demais profissionais

Não são apenas os alunos que são o foco da terapia ocupacional dentro de uma escola, muitas vezes os professores e outros profissionais que estão inseridos no ambiente escolar também são incluídos no trabalho do terapeuta, a fim de que seja realmente possível promover a mudança pretendida.

Afinal, é preciso que todos saibam como lidar com as diferenças das crianças e de que forma cada um pode ajudar no processo de inclusão de alunos que têm dificuldades de se integrar a grupos.

Para alcançar os seus objetivos dentro da educação, a terapia ocupacional desenvolve, treina e capacita tanto os professores quanto os alunos para o uso de produtos, instrumentos, equipamentos e tecnologias adaptadas ou especialmente projetadas para melhorar a funcionalidade da pessoa com deficiência ou mobilidade reduzida.

Esse tipo de terapia é responsável também por solicitar que a escola providencie todos os itens necessários para o aprendizado e bem-estar do aluno, desde a adaptação do mobiliário, até materiais escolares e jogos infantis adaptados.

Não é somente dentro das escolas em si que o terapeuta ocupacional pode atuar. Ele também pode realizar seu trabalho da seguinte forma:

  • Com o aluno em um consultório particular, fornecendo, paralelamente, orientações à escola;
  • Por meio de atendimento individual por convênios de saúde;
  • Em empresas que oferecem o serviço de assessoria para as escolas;
  • Em instituições como APAE, Associação de Autistas, Associações para Síndrome de Down, etc.

Terapia ocupacional em gerontologia

A terapia ocupacional voltada para a gerontologia nada mais é do que a terapia voltada para a atenção ao idoso, bem como as questões do dia a dia desse público e de suas necessidades biopsicossociais.

Dentro deste contexto, o terapeuta ocupacional busca incluir os idosos na sociedade – assunto que está cada vez mais em alta – e também fazer o melhor uso das atividades que estão dentro das suas possibilidades.

Para isso, ele trabalha não apenas os aspectos físicos ou psicológicos, de forma isolada, mas em conjunto e, assim, consegue proporcionar bem-estar, qualidade de vida, motivação e o que é mais importante ao paciente idoso: autonomia.

Outro trabalho importante realizado pelo terapeuta ocupacional junto ao público da terceira idade é o incentivo à participação de campanhas de prevenção de doenças e outros assuntos importantes para os cuidados com a saúde.

Terapia ocupacional e a saúde mental

Como falamos anteriormente, a terapia ocupacional é muito utilizada em clínicas de reabilitação e internação, hospitais e consultórios. Isso porque, essa área pode servir como um complemento para os tratamentos psicológicos desenvolvidos com pessoas que estão inseridas nesses ambientes.

A associação da terapia ocupacional à psiquiatria é muito importante. Pois juntas, elas possibilitam que o paciente consiga expressar melhor os seus sentimentos, compreender com mais clareza a sua realidade, ter mais interação social, apoio emocional, e, principalmente, se sentir aliviado e, assim, voltar a ter uma vida melhor e mais equilibrada.

Esse trabalho é essencial porque, uma pessoa, quando adoece, passa por um desequilíbrio biopsicossocial, o que faz com que ele se torne inseguro com relação às suas capacidades e sentimentos e acabe se isolando, perdendo a vontade de fazer as coisas e, por vezes, sendo até agressivo.

Para tratar esses e outros problemas, a terapia ocupacional utiliza de diversas atividades lúdicas, expressivas, artesanais, autossocializantes (entre outras), que podem ser realizadas em grupo ou individualmente, sempre respeitando as condições clínicas do paciente e, principalmente, levando em consideração as suas necessidades e a sua história pessoal.

Terapia ocupacional e reintegração social

Chegamos em uma das principais funções da terapia ocupacional: a reintegração social!

Apesar de ser uma das mais importantes, não se engane: ela está longe de ser a mais fácil. Ainda assim, quem trabalha nessa área sabe quão gratificante pode ser o resultado que a reintegração social traz para a vida das pessoas.

Esse trabalho pode ser realizado em diferentes locais: desde centros de reabilitação para menores infratores e presídios, até centros de reintegração para viciados em drogas e centros para crianças carentes.

Embora os locais sejam diferentes e exijam abordagens distintas, o trabalho realizado em cada um deles tem o mesmo objetivo: permitir que os seus pacientes consigam se reintegrar novamente na sociedade da melhor forma possível.

Para isso, os terapeutas ocupacionais costumam realizar o seu trabalho com a ajuda de outros profissionais especializados em cada tipo de caso. Por exemplo, em um centro de reabilitação para menores infratores, contar com a parceria de um psicólogo é essencial para o processo de reintegração social. Já no caso dos centros para crianças carentes, normalmente o trabalho será realizado com o auxílio de assistentes sociais.

Qual o perfil de um bom terapeuta ocupacional?

Por trabalhar diretamente com os mais diversos tipos de pessoas, é fundamental que o terapeuta ocupacional não tenha apenas esse tipo de aptidão, mas várias outras características que lhe ajudarão, dia a dia, a realmente fazer a diferença na vida de seus paciente.

Conheça alguns pontos que são fundamentais em um bom terapeuta:

Paciência

Os resultados nem sempre irão aparecer com um passe de mágica. Além disso, é importante lembrar que cada paciente tem um jeito próprio. Enquanto alguns podem dar uma boa abertura para o tratamento e mostrar uma evolução significativa em um menor período de tempo, outros podem ser mais fechados e ter uma evolução mais lenta.

Justamente por isso, a paciência é essencial, porque será a partir dela que um bom terapeuta vai entender o perfil do seu paciente, respeitá-lo, buscar formas para contornar as adversidades e nunca desistir.

Gostar do que faz

O trabalho do terapeuta ocupacional nem sempre é fácil, porém, é muito gratificante. Afinal, saber que você é capaz de mudar a realidade da vida de uma pessoa, não tem preço.

Para colher os resultados desse trabalho, no entanto, é necessário gostar muito da profissão. Só assim, será possível se manter motivado a seguir adiante e estar atualizado para oferecer sempre o melhor para cada um de seus pacientes.

Gostar de outras áreas específicas também pode dar uma forcinha no dia a dia do terapeuta, pois ele terá mais informações para realizar as suas atividades, bem como saberá como explorar melhor os profissionais que podem atuar em parceria com ele. Essas áreas são:

  • Psicologia;
  • Biologia;
  • Outras disciplinas de saúde.

Organização

A terapia ocupacional exige muita organização! Afinal, não basta simplesmente o terapeuta chegar em seu local de trabalho e realizar qualquer tipo de atividade com os seus pacientes.

Antes da etapa de execução, é preciso estudar o perfil das pessoas que estão em tratamento, avaliar o seu desempenho e planejar as melhores ações e abordagens a serem colocadas em prática.

Sem essa etapa de planejamento e organização, não apenas a rotina do terapeuta será comprometida, como, principalmente, o progresso de seus pacientes.

Criatividade

A criatividade é algo essencial para várias profissões e, no caso da terapia ocupacional, não seria diferente. Isso porque, um terapeuta criativo estará sempre buscando novas atividades para realizar com os seus pacientes, se manterá sempre por dentro das novidades e será um profissional motivado a sempre fazer mais e melhor.

Solidariedade

Solidariedade não é apenas você oferecer um prato de comida para quem precisa. É saber se colocar no lugar do outro, entender as suas dificuldades e, principalmente, se esforçar para ajudá-lo a superá-las da melhor forma possível (no caso da terapia ocupacional, de forma funcional).

Ser solidário é entender também que cada pessoa tem a sua história, o seu ritmo, a sua personalidade, as suas limitações e saber respeitar cada um desses fatores.

Ou seja, ser solidário é entender a fundo cada pessoa e, na área da terapia ocupacional, esse entendimento e respeito são indispensáveis, pois, sem eles nenhum trabalho será bem desenvolvido ou alcançará os melhores resultados.

A terapia ocupacional é uma profissão sem igual! Se você está em busca de um profissional dessa área, dedique-se a saber se, aquele que você escolher, tem as características que apresentamos acima.

Já se você está em busca de informações, pois está pensando em se dedicar à essa área, a nossa dica é: se você é uma pessoa paciente, solidária e que tem aptidão para transformar a vida daqueles que mais precisam, invista na terapia ocupacional. Com certeza, essa profissão irá lhe fazer muito bem e você terá muitas histórias de sucesso e superação para compartilhar.

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