Desde que o mundo é mundo as pessoas estão combatendo dores e doenças, mas já parou pra pensar como isso era feito quando não existiam as grandes redes, a farmácia popular ou a de manipulação?

Quase todos os dias nos deparamos com objetos e serviços que gostamos e precisamos muito, mas não temos a menor ideia de onde vieram e como surgiram, não é mesmo? Com a farmácia popular é assim também, a gente não sabe exatamente a sua história, mas agradecemos por existir.

Hoje esse texto vai mudar, um pouco, a sua forma de enxergar esse serviço que usamos quase toda semana, seja para comprar um medicamento, uma escova de dentes ou hidratante!

Como surgiram as farmácias?

A fármácia popular é recente na vida das pessoas.

A fármácia popular é recente na vida das pessoas.

Conforme já foi dito, desde sempre os seres humanos vivem lutando contra doenças e dores, por isso não é difícil imaginar que a história da farmácia popular é tão antiga quanto nós.

Já parou para pensar o que significa “farmácia”? A palavra tem dois significados, são eles: “remédio” e “veneno”. O que, se você parar pra pensar, não deixa de ser verdade.

Ao usar um medicamento de forma errada ou por motivos equivocados, pode ser muito prejudicial à saúde. Por isso, antes de entender um pouco melhor sobre o universo da farmácia popular, fica o recado: nunca tome qualquer tipo de medicamento sem prescrição do seu médico.

Dito isso, vamos à história!

Os boticários

Não é tão fácil assim descobrir onde que as farmácias surgiram, afinal de contas onde quer que existisse humanos, existiam doenças a serem combatidas e pessoas dispostas a oferecer ajudas medicinais, certo?

Porém, através dos anos foi possível identificar atividades relacionadas à farmácia popular na Espanha e na França, por volta do século X, mas, como já era o esperado, era tudo muito diferente do que temos hoje.

Antigamente não existia diferença entre os médicos e farmacêuticos, ambos eram conhecidos como boticários, que eram os profissionais responsáveis por diagnosticar a doença, produzir o medicamento e vendê-los em seus estabelecimentos, que eram conhecidos como Boticas.

Com o passar dos anos esse sistema mudou, pois existiam muitos boticários colocando o interesse comercial acima da saúde dos pacientes, ao invés de ajudá-los, faziam com que continuassem doentes para que pudessem continuar comprando em suas boticas.

Por causa disso, ficou proibido que a mesma pessoa diagnosticasse, produzisse e vendesse o medicamento. E foi então onde de fato começaram a separar os médicos dos farmacêuticos.

Médicos X farmacêuticos

A população dos países foram crescendo e com isso enfrentavam muitas epidemias, a higiene era precária, sem contar com os altos índices de guerras que aconteciam por todos os lados.

Esses acontecimentos não eram isolados, porém foi em Alexandria que Luiz XV determinou que farmacêuticos e médicos seriam profissões distintas, mas que juntos iam combater todos esses problemas relacionados à saúde.

Como já não era a mesma pessoa que diagnosticava a doença, fabricava e vendia, a população pôde acreditar de novo nos profissionais que trabalhavam nesse meio. E como o trabalho havia sido dividido, teve-se mais tempo para estudar sobre os medicamentos e, é claro, criar novos e melhores!

Com a fé da população restaurada e com pessoas dedicadas em ajudar e não apenas a ganhar dinheiro em cima das doenças dos outros, a farmácia popular ganhou cada vez mais força e reconhecimento.

Contudo, foi só no século XIX que os estudos avançaram e deram passos em direção a farmacologia moderna, sendo em 1813 a publicação do primeiro tratado de toxicologia, que foi um estudo sobre a composição química e os efeitos de algumas substâncias.

E foi nessa época que foram criados os primeiros laboratórios farmacêuticos, o que ajudou a dar uma grande guinada na profissão e na indústria da farmácia popular! Como foi uma grande evolução, não se sabe ao certo qual foi o primeiro estabelecimento reconhecido como farmácia.

E junto com o crescimento da população, do conhecimento e dessa indústria, logo perceberam que seria necessário investir em publicidades para anunciar os novos medicamentos e os “milagres” que eles eram capazes de realizar.

Qual a diferença entre a farmácia popular e a farmácia de manipulação?

mulher com farmacêutica em farmácia popular

Farmácia popular é diferentes de farmácia de manipulação

Pode-se dizer que as farmácias de manipulação são, medidas as circunstâncias, as mais parecidas com os estabelecimentos farmacêuticos lá do século XIX, afinal, da mesma forma de como era feito antigamente, as farmácias de manipulação dosam as substâncias de maneira mais personalizada e conforme solicitação médica.

Já a farmácia popular tem o medicamento pronto, não é possível modificar as suas substâncias. Uma vez que criada a substância em laboratório, a indústria farmacêutica irá patentear e replicar em milhares de caixinhas para serem vendidas nas farmácias e, depois de pronto, não é possível tirar, trocar ou acrescentar nenhuma nova substância.

Normalmente, os médicos optam por receitar e solicitar medicamentos das farmácias de manipulação quando precisam de um medicamento mais personalizado e feito especialmente para atender única e exclusivamente às suas necessidades.

Entender sobre medicamentos é importante para poder compreender a história da farmácia popular, visto que ela só surgiu por conta da necessidade que a população tem de se cuidar.

Para poder ficar expert no assunto, já parou pra pensar por qual motivo chamamos alguns preparos de remédios e outros de medicamentos?

Qual a diferença entre remédio e medicamento

farmácia popular possui remédios e medicamentos.

Remédios e medicamentos também possuem suas diferenças.

É comum confundir os dois, afinal de contas as suas funções, de fato, se misturam. Remédios são recursos que usamos para aliviar algum desconforto ou curar alguma dor, um chá, um xarope caseiro para tosse…

Já os medicamentos são substâncias ou composições que utilizam o remédio ao longo da sua fabricação e que em algum momento passou por uma farmácia de manipulação ou indústria farmacêutica.

Para ficar mais claro, vou usar um exemplo: ao fazer um preparo com plantas medicinais em casa, você pode chamá-lo de remédio, porém não é considerado um medicamento. Ficou claro?

Para entender melhor, separamos os principais tipos de medicamentos que você encontra na farmácia popular ou de manipulação, são eles:

  • Medicamento Fitoterápico
  • Medicamento Alopático
  • Medicamento Homeopático
  • Medicamento Similar
  • Medicamento Genérico
  • Medicamento de Referência
  • Medicamento Manipulado

Os fitoterápicos são medicamentos feito exclusivamente a base de plantas. Já o alopático, são de substâncias processadas, ou seja, que passaram por um processo de extração, purificação e síntese. Já os homeopáticos, são substâncias capazes de causar sintomas de uma determinada doença no organismo para que o sistema imunológico defenda essa doença.

Os medicamentos similares são aqueles que apresentam a mesma concentração, via de administração, posologia e indicação que o medicamento de referência. Podendo apenas ser diferente quanto ao tamanho e forma do produto, bem como o prazo de validade, embalagem, rotulagem e excipientes.

Já os famosos genéricos, recebem o nome químico da substância que os compõe ou um que seja, de fato, genérico, porém esse medicamento não passa por testes de biodisponibilidade, apenas por testes de bioequivalência, que comprovam que eles têm o mesmo comportamento no organismo e a mesma qualidade que os medicamentos de referência.

Os medicamentos de referência são considerados produtos pioneiros e são fabricados por empresas bem antigas e tradicionais. E, por fim, os manipulados são aqueles produzidos para atender a necessidade individual do paciente.

Lembre-se: nem todos os medicamentos são via oral, muitos deles são em forma de cremes, pomadas, injetáveis… Todos e qualquer um desses produtos que passaram por fabricação certificada são considerados medicamentos.

Farmácia na faculdade

remédios de farmácia popular

Há como se tornar um farmac6etico graduado e trabalhar em farmácia popular

Se depois de ler esse texto você ficou ainda mais interessado no assunto, porque não se dedicar a isso e fazer da farmácia uma profissão?

O curso de farmácia possui duração média de 5 anos e durante a faculdade o estudante aprende conceitos de química, biologia, ciências da saúde, cosmeotologia, tecnologia dos alimentos e muito mais!

Então, se você gosta dos temas que envolvem esse curso e está em busca de um curso que, como foi possível perceber, é um que está em constante crescimento e modificação, a farmácia é uma excelente opção de graduação.

E se você não sonha em trabalhar em uma farmácia popular, tudo bem, de acordo com Conselho Federal de Farmácia, existem mais de 70 áreas de atuação para um farmacêutico.

Separamos algumas para que você possa conhecer:

  • Acupuntura
  • Auditoria Farmacêutica
  • Banco de Sangue
  • Banco de Órgãos
  • Controle de Pragas Urbanas
  • Farmácia Veterinária
  • Fitoterapia
  • Gerenciamento de Resíduos dos Serviços de Saúde
  • Parasitologia Clínica
  • Toxicologia Forense

Já se você sempre sonhou em trabalhar em uma farmácia popular ou de manipulação, temos uma boa notícia pra você: é previsto por lei que as farmácias e drogarias precisam ter farmacêuticos em seu quadro de funcionários.

E além destes estabelecimentos, o profissional formado em Farmácia pode encontrar oportunidades de trabalho em muitos outros lugares, como:

  • Hospitais públicos e privados
  • Indústrias de medicamentos, cosméticos ou alimentos
  • Laboratórios de análises clínicas
  • Institutos de pesquisa
  • Vigilância Sanitária
  • Saúde Pública

As chances de crescimento nessa área são muito grandes, porque a população está em constante crescimento e com ela cresce também a vontade de ficar cada dia mais distante de dores e doenças!

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