Largo da Batalha

O Largo da Batalha, porta de entrada da Região de Pendotiba, limita-se com Ititioca, Badu, Cantagalo, Maceió, Cachoeiras, Sapê e Viradouro. O nome do bairro, segundo depoimentos, sugere embates ocorridos no local em virtude de sua posição estratégica. Tal suposição deve-se ao fato de ter sido encontrado em local próximo um canhão (Vacaria / Badu) que, posteriormente (anos 40) foi retirado pelo Exército Brasileiro. Diz outra lenda que a localidade era o ponto preferido do índio Araribóia para se refugiar dos embates com os franceses invasores da Baía de Guanabara. Uma terceira versão atribui o nome do bairro a grandes "batalhas" de folia, resultantes do encontro de diversos blocos carnavalescos. O Largo da Batalha sedia atualmente três escolas de samba, fato que reforça esta hipótese. Por sua posição geográfica, entroncamento natural de vários caminhos, o Largo da Batalha era passagem obrigatória para o escoamento da produção agrícola das fazenda do Engenho do Mato, de P…
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Maceió

Localizado entre a zona de ocupação mais antiga e a Região Oceânica, Maceió possui pequena base territorial e tem como vizinhos os bairros de Cachoeiras, Cafubá, Cantagalo e Largo da Batalha. Sua ocupação é antiga, embora de registros incertos. Sabe-se que toda essa área pertenceu a uma grande fazenda denominada Fazenda Piratininga, de contornos imprecisos, o que favoreceu ao surgimento do fenômeno da grilagem de terras no decorrer deste século.Os primeiros ocupantes foram perdendo sua condição de produtores livres e gradativamente assentando-se em áreas disponíveis. Até as primeiras décadas deste século a atividade econômica predominante era a agricultura de subsistência e a produção de carvão. Tendo em vista que a grande maioria dos pequenos produtores não possuía meios de transportes para escoar a produção, o intermediário, proprietário de um caminhão ou equivalente, percorria os sítios nos quais recolhia o excedente comercializável e deixava outros produtos de car…
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Maria Paula

Maria Paula localiza-se na porção Norte do município, sendo o último bairro ao longo da estrada Caetano Monteiro. Além de limitar-se com São Gonçalo, é vizinho aos bairros de Matapaca, Vila Progresso, Muriqui, Sapê e Santa Bárbara. Registros primitivos dão conta que Maria Paula originou-se de antiga fazenda de igual denominação doada por D. Pedro II a uma ex-escrava, sua ama de leite. A suntuosa sede dessa fazenda permaneceu preservada até o final dos anos 60, época a partir da qual toda a área começou a sofrer transformações com a substituição progressiva do modo de vida rural pelo urbano. Segundo fontes primárias (depoimentos) e secundárias (registros históricos) a sede daquela fazenda possuia arquitetura colonial, com mobiliário aristocrático típico da nobreza da época. Ao redor do casarão havia uma capela, a senzala e correntes próprias para o aprisionamento dos escravos. Após a abolição e durante toda a República Velha, essa região permaneceu com caracterís…
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Matapaca

Matapaca limita-se com os bairros de Maria Paula, Sapê, Badu e Vila Progresso. Segundo algumas fontes históricas, primárias e secundárias, a área foi habitada por índios Tamoios e a caça era uma manifestação relevante. Da grande quantidade de pacas na região procederia a denominação Matapaca. Até o final do séc. XIX e início deste, a área era constituída de propriedades rurais como o caso do sítio da viúva do Marechal Hermes da Fonseca, Madame Tefé, vendido em 1921. Há uma hipótese de que essa venda poderia ter representado um embrião do processo de loteamento que se tornaria mais evidente a partir dos anos 50. Relevante também neste período a fundação do Atlético Futebol Clube em 17/10/1954, às margens da estrada de Matapaca. O fato acima indica que, nos anos 50, a urbanização de Niterói já havia ultrapassado o Largo da Batalha e avançava ao longo da atual estrada Caetano Monteiro. Das fazendas e sítios dos caboclos, ao bairro urbanizado de hoje, teria se pas…
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Morro do Estado

O Morro do Estado, um prolongamento natural do Centro, tornou-se bairro em 1986 pela lei 4.895 de 08/11/86. Situado entre o Ingá, Icaraí e o Centro, é uma das maiores favelas da cidade em número de habitantes e em densidade demográfica. É um bairro que possui características que o distingue dos demais: a sua ocupação caracteriza-se pela forte segregação espacial em relação aos dos bairros vizinhos. O Morro do Estado cresceu principalmente, pós-guerra dentro do processo de urbanização e metropolização da cidade, conseqüência também do caráter excludente do modelo econômico concentrador de renda acentuado no país a partir dos anos 70; da crise habitacional; do alto custo de vida; das deficiências do transporte coletivo; do desemprego e da migrações inter e intra-regionais, sobretudo do Nordeste brasileiro. A história da ocupação da área relatada por moradores mais antigos reportam a permissões de uso da terra concedidas pelo poder público ou por proprietários p…
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Muriqui

O bairro de Muriqui limita-se com Vila Progresso, Rio do Ouro, Jacaré, Maria Paula e com o município de São Gonçalo pela estrada Velha de Maricá. Compreendendo as localidades de Muriqui Grande, Muriqui Pequeno e Chibante, o bairro apresenta três vias principais que dão acesso a cada uma destas; e tanto a estrada do Muriqui Pequeno quanto a estrada do Muriqui Grande (estrada Aristides Melo), se encontram com a estrada Velha de Maricá. Segundo depoimentos de moradores mais antigos, o bairro de Muriqui foi formado pela partilha de três fazendas que se dedicavam à pecuária bovina e à agricultura. O seu parcelamento obedeceu a um processo diferenciado. Ao invés da transformação de propriedades rurais em loteamentos urbanos, mais freqüente nessa área, as fazendas se transformaram em muitos sítios. Este fato confere ao bairro uma singularidade que é a de representar um estágio de transição entre o rural e o urbano. Estas unidades espaciais medem em geral, dois alqueires,…
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Piratininga

Piratininga localiza-se no entorno da lagoa de mesmo nome, entre o Oceano Atlântico, a Serra Grande e o Morro da Viração, limitando-se com Itaipu, Cafubá, Camboinhas, Jacaré, São Francisco e Charitas e Jurujuba. O bairro, originado em parte da sesmaria doada a Cristóvão Monteiro, tinha na pesca a sua atividade mais marcante, tendo inclusive sediado uma colônia de pescadores na localidade conhecida como Tibau. Com o surgimento das grandes fazendas na Região, como a denominada Piratininga, pertencente a Manuel de Frias e Vasconcelos, a área passa a produzir açúcar, aguardente e café, além de culturas de subsistência. Essa produção seguia, por terra ou mar, até a enseada de Jurujuba. Com o passar do tempo o interesse pela área torna-se crescente e, a partir dos anos 60, vários loteamentos irão surgir. Durante o processo de nova configuração espacial do bairro, os posseiros sempre tiveram presença marcante sendo até hoje motivo de impasse, envolvendo as empresas i…
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Ponta D'areia

Localizado na Península da Armação, a Ponta D'Areia, por sua posição geográfica, encontra-se diretamente relacionada às águas da Baía de Guanabara, tendo com o continente apenas as áreas limítrofes com os bairros do Centro e de Santana. A Península da Armação, desde os primórdios da colonização, contribuiu de maneira relevante para a economia nacional. O local é citado no livro de Jorge Caldeira sobre Irineu Evangelista de Souza, Barão e depois Visconde de Mauá, e foi mencionado também por Barbosa Lima Sobrinho em recente artigo no "Jornal do Brasil": ...nas oficinas da Ponta de Areia.... O futuro Visconde de Mauá dera um grande alento à indústria de construção naval brasileira". O nome Armação está relacionado à pesca ("armar" os barcos) e ao esquartejamento de baleias, já que a península foi importante porto baleeiro. A vocação industrial veio depois, e com as oficinas de material bélico da Marinha e estaleiros. Após as obras de urbanização da Vila Rea…
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Rio do Ouro

De relevo levemente acidentado, principalmente no lado de Niterói o bairro tem São Gonçalo como limite ao norte, onde continua com o mesmo nome, além de limitar-se com Várzea das Moças, Engenho do Mato, Jacaré e Muriqui. Com a origem do nome perdida na memória dos moradores, o bairro do Rio do Ouro, como toda região até meados deste século, era parte das grandes fazendas que predominavam na área. Estas fazendas não apresentavam uma produção agrícola significativa, atendendo basicamente ao consumo local, com um pequeno excedente que era comercializado em outros locais. Como principais produtos tínhamos as frutas cítricas (principalmente laranja), legumes e hortaliças (tomate, jiló, vagem, repolho, mandioca etc.) contando ainda com a presença de engenhos movidos pela tração animal ou pela força da água. Com a diminuição das atividades agrícolas, não só na região mas em todo o Estado, por volta dos anos 50, as fazendas começaram a ser parceladas, sem nenhum padrão estabele…
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Santa Bárbara

Parte de uma grande fazenda existente na região (fazenda de Juca Matheus) que se estendia até o município de São Gonçalo foi loteada e deu origem ao bairro de Santa Bárbara. Esta denominação relaciona-se a existência de antiga igreja cuja padroeira é Santa Bárbara. Com a criação e estabelecimento de novos limites em 1986, a igreja passa a não pertencer mais ao bairro, ficando no vizinho Baldeador. A fazenda, até a década de 50, dedicava-se à pecuária extensiva. O esvaziamento desta atividade deu margem ao seu parcelamento e posterior loteamento. Com mais de 50% da superfície ocupada por morros, o início do seu desenvolvimento urbano deu-se na parte mais plana, próxima à Rodovia Amaral Peixoto, com a criação, no início dos anos 60, do loteamento Vila Maria. Este loteamento foi realizado sem nenhuma infra-estrutura sendo ocupado pela camada da população de menor poder aquisitivo. Atualmente nota-se uma ocupação desordenada das encostas, destacando-se neste processo o Morr…
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