São Francisco

As primeiras referências encontradas na literatura e nas cartas geográficas sobre o bairro de São Francisco datam do séc. XVII e dizem respeito à capela de São Francisco Xavier. A pesca na enseada, farta e de grande variedade, sempre foi importante meio de sustento tanto para os indígenas, ocupantes originais do bairro, quanto para os portugueses — que os sucederam. A enseada (Saco) de São Francisco pode ser observada na Carta Topográfica de 1833, onde encontra-se assinalada também a localização da estrada que cortava Icaraí e subia o Morro do Cavalão. Posteriormente, em 1836, um croqui a lápis mostrava a continuação dessa estrada que seguia próxima a praia do Saco e atravessava a foz do rio Santo Antônio, ponto conhecido até poucas décadas atrás como Boca do Rio. O Santo Antônio corre hoje no centro da Avenida Presidente Roosevelt — canalizado — em toda a sua extensão. Nesse croqui também é assinalada a presença de outro rio, o Tabuatá ou Taubaté, hoje, també…
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São Lourenço

São Lourenço é um marco na história de Niterói e andar por suas ruas é retornar ao passado. A reação aos franceses que invadiram a Baía de Guanabara, em 1555, originou o povoamento na área. Na luta sobressaíram-se Estácio de Sá, Mem de Sá e o Cacique Araribóia, chefe dos índios da tribo Temiminós. Expulsos os franceses e por sua lealdade aos portugueses, Araribóia ganhou uma sesmaria nas terras onde seria erguida a cidade de Niterói. Ao instalar-se nelas, escolheu o morro de São Lourenço para construir o seu aldeamento principal devido a visão estratégica da Baía, possibilitando vigilância constante. No bairro está a mais antiga igreja da cidade, a Igreja de São Lourenço dos Índios, localizada no outeiro do mesmo nome. O seu altar - com a estrutura quase toda em pau-brasil - e o seu piso, são ainda originais da época da construção. Segundo consta, a igreja foi erigida em 1627. A princípio existia uma capela cuja construção foi iniciada no século XVI pelo jesuíta Braz Louren…
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Sapê

O Sapê localiza-se entre os bairros de Santa Bárbara, Ititioca, Caramujo, Maria Paula, Matapaca, Badu e uma pequena parte do Largo da Batalha. O nome Sapê, de acordo com depoimentos de antigos moradores, vem do fato de ter havido no passado sapezais naquele local. O bairro começou a surgir a partir de área que conhecida como Fazendinha, mas desenvolveu-se em outra direção e a Fazendinha atualmente é uma das localidades que compõem o Sapê. Devido ao crescimento das periferias, fato comum nas grandes cidades, o local passou também a atrair contingente populacional principalmente a partir da década de 70 (10,42%). A população está distribuída ao longo da estrada Washington Luiz (antiga estrada do Sapê), principal via de acesso, que se inicia no Largo da Batalha e atravessa todo o bairro fazendo a ligação com o Caramujo e Santa Bárbara. Quanto à estratificação social, observa-se nas proximidades da estrada Washington Luiz, predominância de edificações de padrão construt…
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Tenente Jardim

O bairro cresceu onde outrora existiu a fazenda pertencente à família Jardim: Juvenal Jardim (Tenente da Marinha do Brasil) e a sua mulher, uma francesa de nascimento. Estabelecidos no final do século passado, o casal residia no prédio onde mais tarde se instalaria o Colégio Monsenhor Uchôa. A fazenda produzia para consumo próprio e o pequeno excedente era comercializado nas imediações. Uma pequena fração foi doada para a construção da Igreja de São João Batista, que transformou-se no núcleo original de povoamento do bairro. O antigo caminho usado para escoamento dos excedentes agrícolas, que saindo da fazenda descia em direção à rua Dr. March, transformou-se na principal via de acesso ao bairro, urbanizada e pavimentada por interferência direta do Comando do antigo 3º Regimento de Infantaria, atual 3º BI (Batalhão de Infantaria) . A unidade militar sempre usou o Morro do Castro - situado entre o Fonseca e o Baldeador, e alcançado através de Tenente Jardim - como área de ex…
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Várzea das Moças

A região denominada Várzea das Moças, nome mais poético entre os bairros da cidade, tem sua origem na grande fazenda existente no local cujo proprietário era pai de 6 moças. A principal atividade era o comércio de café, sendo que a maior parte comercializada era proveniente de outras regiões. O grão chegava "in natura", era seco e ensacado no local e daí enviado aos centros urbanos, sendo distribuído pela estação ferroviária do Rio do Ouro. Este ramal da Leopoldina estendia-se até o norte do Estado, tendo suas atividades encerradas na década de 60. Como em todo o Estado, a derrocada do café esvaziou as atividades da fazenda, tendo a mesma transformado-se na Cerâmica Rio do Ouro (CROL), que foi durante muitos anos a geradora do progresso na região. Hoje em dia suas atividades estão bastante reduzidas. A sede da fazenda encontra-se no lado de São Gonçalo, onde fica o parque fabril da Cerâmica, estando sua loja de vendas do lado de Niterói. Pela divisão de bairros …
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Viçoso Jardim

O bairro faz limite com Fonseca, Cubango, Caramujo e Ititioca integrando. Situa-se no interior do maciço costeiro numa área conhecida como "mar de morros". Os primeiros registros de ocupação remontam à antiga Fazenda do Saraiva, onde os trabalhadores exerciam ofícios diferenciados e pertinentes às atividades agrícolas. Este núcleo original de povoamento atrai para o lugar comerciantes portugueses que iriam montar mercearias, as "vendas" de antigamente. Vamos encontrar pelo bairro marcas da presença portuguesa, como por exemplo nos nomes das travessas Alice e Odete, dados por um português em homenagem às suas filhas, ou no próprio nome original do bairro - "Venda das Mulatas" - que, segundo moradores, seria oriundo da presença de um português dono de uma "venda" e de suas três filhas mulatas. Poderíamos identificar cronologicamente esta presença lusitana a partir da década de 30, porém foi somente na década de 60 que o bairro viveu o seu período de ocupação mais intensa. …
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Vila Progresso

Tendo como vizinhos Cantagalo, Badu, Matapaca, Maria Paula, Muriqui e Jacaré, o bairro é cortado pela Serra Grande, onde as altitudes variam até 300 metros. Foi originado de uma fazenda, pertencente a ingleses, que ali se estabeleceram ainda no século passado. No início deste século, por volta de 1920, a fazenda foi desmembrada e o loteamento daí surgido recebeu o nome de Vila Progresso, cujo empreendimento foi realizado por uma construtora com vários sócios. A feição que então adquiriu o bairro, mantém-se até hoje: sítios com grandes áreas, vegetação preservada, vastos espaços... Se já não nos deparamos mais com a figura do tropeiro por suas ruas, é ainda pouco expressivo o movimento de veículos. Este movimento concentra-se, principalmente, na estrada Caetano Monteiro que, cruzando toda Região de Pendotiba, é a principal via de acesso ao bairro. Fazem parte da Vila Progresso as localidades de Grota Funda, Coração da Pedra e Açude. Na primeira, localizada no sopé da Serra G…
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Viradouro

Constituído como bairro em 1986, o Viradouro é um prolongamento de Santa Rosa. Com uma área de 0,87Km², limita-se com Ititioca, Largo da Batalha, Cachoeiras, São Francisco, além de Santa Rosa, bairro que lhe deu origem. A rua Dr. Mário Viana, principal artéria de Santa Rosa, era conhecida como rua do Viradouro no trecho próximo a Garganta, nome popular da subida do Morro da União. Localizado entre dois morros, o do Africano e o da União, o bairro é de ocupação recente. Nos anos 40 e 50 viviam no local umas poucas famílias, segundo relato dos moradores mais antigos. Fato interessante desta época era a forma de "grilagem" que acontecia no local: como os terrenos eram de posse, havia um proprietário de armazém, Sr. José Lopes, mais conhecido como José do Lápis, que anotava as dívidas,principalmente de gêneros alimentícios, das famílias residentes. Estas dívidas conforme se avolumavam, eram trocadas pela posse das terras e até das benfeitorias, fazendo com que o comerciante se…
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Vital Brazil

O bairro, Vital Brazil, limita-se com São Francisco, Icaraí e Santa Rosa - sendo um prolongamento destes dois últimos. A área do Vital Brazil compreende pequena planície, cortada por pequenos rios que desembocam no rio Icaraí; e por encostas do Morro do Cavalão. A parte mais baixa era alagadiça, formando charcos, até que a canalização dos rios tornou possível às edificações no local. Esta área outrora pertenceu às fazendas Santa Rosa e Cavalão, sendo que ao longo do tempo essas terras foram vendidas e parceladas, datando do final da primeira metade do séc. XX o processo de ocupação e formação do bairro. O fato responsável pela denominação do lugar foi a transferência do Instituto Vital Brazil, que funcionava em Icaraí, para "instalações melhores" no bairro, numa grande área onde funcionara uma olaria(1919). O importante trabalho desenvolvido pelo Instituto, hoje estadualizado, sempre recebeu amplo apoio dos governos estadual e municipal. Inicialmente o Instituto limitava-se a f…
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Estádio Caio Martins / Mestre Ziza

O Estádio Caio Martins ou Estádio Mestre Ziza é um estádio de futebol brasileiro pertencente ao Governo do estado do Rio de Janeiro localizado em Niterói. Entretanto, o estádio encontra-se sob concessão ao Botafogo de Futebol e Regatas, que fez seu primeiro jogo lá como mndante contra o Madureira E.C., em 20/09/1981, partida encerrada em 0x0. O estádio faz parte do Complexo Esportivo Caio Martins, que possui ginásios para vários esportes. O estádio foi construído em 1941 pois o governador do Rio de Janeiro Ernani do Amaral Peixoto desejava jogos do Campeonato Carioca em Niterói. Sua inauguração foi em 20 de julho do mesmo ano. Na primeira partida, o CR Vasco da Gama venceu por 3 a 1 o Canto do Rio FC. Seu nome original, Caio Martins, homenagea o escoteiro Caio Vianna Martins, que ficou conhecido por, com 15 anos de idade, após um grave acidente ferroviário, em Minas Gerais, envolvendo vários mortos e feridos, ter recusado ajuda médica e aconselhado o socorro de outras…
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