Rio do Ouro

De relevo levemente acidentado, principalmente no lado de Niterói o bairro tem São Gonçalo como limite ao norte, onde continua com o mesmo nome, além de limitar-se com Várzea das Moças, Engenho do Mato, Jacaré e Muriqui. Com a origem do nome perdida na memória dos moradores, o bairro do Rio do Ouro, como toda região até meados deste século, era parte das grandes fazendas que predominavam na área. Estas fazendas não apresentavam uma produção agrícola significativa, atendendo basicamente ao consumo local, com um pequeno excedente que era comercializado em outros locais. Como principais produtos tínhamos as frutas cítricas (principalmente laranja), legumes e hortaliças (tomate, jiló, vagem, repolho, mandioca etc.) contando ainda com a presença de engenhos movidos pela tração animal ou pela força da água. Com a diminuição das atividades agrícolas, não só na região mas em todo o Estado, por volta dos anos 50, as fazendas começaram a ser parceladas, sem nenhum padrão estabele…
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Várzea das Moças

A região denominada Várzea das Moças, nome mais poético entre os bairros da cidade, tem sua origem na grande fazenda existente no local cujo proprietário era pai de 6 moças. A principal atividade era o comércio de café, sendo que a maior parte comercializada era proveniente de outras regiões. O grão chegava "in natura", era seco e ensacado no local e daí enviado aos centros urbanos, sendo distribuído pela estação ferroviária do Rio do Ouro. Este ramal da Leopoldina estendia-se até o norte do Estado, tendo suas atividades encerradas na década de 60. Como em todo o Estado, a derrocada do café esvaziou as atividades da fazenda, tendo a mesma transformado-se na Cerâmica Rio do Ouro (CROL), que foi durante muitos anos a geradora do progresso na região. Hoje em dia suas atividades estão bastante reduzidas. A sede da fazenda encontra-se no lado de São Gonçalo, onde fica o parque fabril da Cerâmica, estando sua loja de vendas do lado de Niterói. Pela divisão de bairros …
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