Ititioca

Ititioca limita-se com os vizinhos bairros do Caramujo, Sapê, Largo ha, Viradouro, Santa Rosa, Cubango e Viçoso Jardim. Apresenta-se com relevo bastante acidentado, o que motivou a existência de muitas curvas fechadas e descidas ou subidas na única via pavimentada que corta o bairro. As ruas secundárias, de traçado também irregular, muitas delas sem saída, configuram uma ocupação mais espontânea do que planejada. Salvo raros trechos, o conjunto do bairro possui fisionomia de urbanização periférica com frequente ocorrência de auto-construção. Até meados do século, não havia vias de circulação no bairro. Consequentemente, o crescimento demográfico era pequeno. Consta que nos anos 50, pela partilha de três sítios existentes no local, teria se originado este bairro, cuja denominação se deveria à pré-existência de uma oca indígena, cujos vestígios teriam existido até aquela década. Iniciado o processo de partilha, sucedido pela fase dos loteamentos de periferia, o ba…
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Badu

O bairro do Badu limita-se com Sapê, Matapaca, Vila Progresso, Cantagalo e Largo da Batalha. O Badu tem a estrada Caetano Monteiro como principal via de acesso para o Largo da Batalha e para a Rodovia Amaral Peixoto. Em princípio, a ocupação se fez sob a forma de posses e loteamentos clandestinos que geralmente absorviam a parcela mais pobre da população. O crescimento populacional atingiu o seu ponto máximo entre as décadas de 70 e 80, coincidindo com o período de construção e inauguração da Ponte Presidente Costa e Silva e de crescimento do setor da construção civil na cidade, abrindo novas perspectivas no mercado de trabalho - abastecido principalmente por migrantes do Norte do Estado do Rio e do Nordeste do país. Compreendendo as localidades de Mato Grosso, Vacaria e Fazendinha, o bairro teve sua ocupação inicialmente junto à estrada Caetano Monteiro, tendo aí se localizado as primeiras casas, bem como o comércio principal. Em função da ocupação efetiva desta ár…
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Cantagalo

Do ponto de vista da localização, o bairro do Cantagalo possui uma posição geográfica de transição entre o interior maciço costeiro e a baixada litorânea. A sua base territorial é marcada pela presença de morros, que se alternam no espaço com vales aplainados pelo processo de erosão. A ocupação se deu de forma predominantemente espontânea, principalmente nas ladeiras com graus de declividades variados. Atualmente a ocupação desordenada e de arruamento irregular, já atinge até o alto do morro de igual denominação. Devido às diversidades no modelado do terreno, o padrão de ocupação não é homogêneo. Mas há pelo menos cinco áreas com certa identidade individualizada: Sítio do Pau Ferro I, Sítio do Pau Ferro II, Monan Pequeno, Monan Grande e Jardim Boa Esperança. Os primeiros assentamentos ocorreram nas décadas de 50 e 60. Atraídos pela expansão do emprego na construção civil, no Centro e Zona Sul de Niterói, chegaram os nordestinos. Atualmente pode-se avaliar que ap…
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Largo da Batalha

O Largo da Batalha, porta de entrada da Região de Pendotiba, limita-se com Ititioca, Badu, Cantagalo, Maceió, Cachoeiras, Sapê e Viradouro. O nome do bairro, segundo depoimentos, sugere embates ocorridos no local em virtude de sua posição estratégica. Tal suposição deve-se ao fato de ter sido encontrado em local próximo um canhão (Vacaria / Badu) que, posteriormente (anos 40) foi retirado pelo Exército Brasileiro. Diz outra lenda que a localidade era o ponto preferido do índio Araribóia para se refugiar dos embates com os franceses invasores da Baía de Guanabara. Uma terceira versão atribui o nome do bairro a grandes "batalhas" de folia, resultantes do encontro de diversos blocos carnavalescos. O Largo da Batalha sedia atualmente três escolas de samba, fato que reforça esta hipótese. Por sua posição geográfica, entroncamento natural de vários caminhos, o Largo da Batalha era passagem obrigatória para o escoamento da produção agrícola das fazenda do Engenho do Mato, de P…
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Maceió

Localizado entre a zona de ocupação mais antiga e a Região Oceânica, Maceió possui pequena base territorial e tem como vizinhos os bairros de Cachoeiras, Cafubá, Cantagalo e Largo da Batalha. Sua ocupação é antiga, embora de registros incertos. Sabe-se que toda essa área pertenceu a uma grande fazenda denominada Fazenda Piratininga, de contornos imprecisos, o que favoreceu ao surgimento do fenômeno da grilagem de terras no decorrer deste século.Os primeiros ocupantes foram perdendo sua condição de produtores livres e gradativamente assentando-se em áreas disponíveis. Até as primeiras décadas deste século a atividade econômica predominante era a agricultura de subsistência e a produção de carvão. Tendo em vista que a grande maioria dos pequenos produtores não possuía meios de transportes para escoar a produção, o intermediário, proprietário de um caminhão ou equivalente, percorria os sítios nos quais recolhia o excedente comercializável e deixava outros produtos de car…
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Maria Paula

Maria Paula localiza-se na porção Norte do município, sendo o último bairro ao longo da estrada Caetano Monteiro. Além de limitar-se com São Gonçalo, é vizinho aos bairros de Matapaca, Vila Progresso, Muriqui, Sapê e Santa Bárbara. Registros primitivos dão conta que Maria Paula originou-se de antiga fazenda de igual denominação doada por D. Pedro II a uma ex-escrava, sua ama de leite. A suntuosa sede dessa fazenda permaneceu preservada até o final dos anos 60, época a partir da qual toda a área começou a sofrer transformações com a substituição progressiva do modo de vida rural pelo urbano. Segundo fontes primárias (depoimentos) e secundárias (registros históricos) a sede daquela fazenda possuia arquitetura colonial, com mobiliário aristocrático típico da nobreza da época. Ao redor do casarão havia uma capela, a senzala e correntes próprias para o aprisionamento dos escravos. Após a abolição e durante toda a República Velha, essa região permaneceu com caracterís…
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Matapaca

Matapaca limita-se com os bairros de Maria Paula, Sapê, Badu e Vila Progresso. Segundo algumas fontes históricas, primárias e secundárias, a área foi habitada por índios Tamoios e a caça era uma manifestação relevante. Da grande quantidade de pacas na região procederia a denominação Matapaca. Até o final do séc. XIX e início deste, a área era constituída de propriedades rurais como o caso do sítio da viúva do Marechal Hermes da Fonseca, Madame Tefé, vendido em 1921. Há uma hipótese de que essa venda poderia ter representado um embrião do processo de loteamento que se tornaria mais evidente a partir dos anos 50. Relevante também neste período a fundação do Atlético Futebol Clube em 17/10/1954, às margens da estrada de Matapaca. O fato acima indica que, nos anos 50, a urbanização de Niterói já havia ultrapassado o Largo da Batalha e avançava ao longo da atual estrada Caetano Monteiro. Das fazendas e sítios dos caboclos, ao bairro urbanizado de hoje, teria se pas…
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Muriqui

O bairro de Muriqui limita-se com Vila Progresso, Rio do Ouro, Jacaré, Maria Paula e com o município de São Gonçalo pela estrada Velha de Maricá. Compreendendo as localidades de Muriqui Grande, Muriqui Pequeno e Chibante, o bairro apresenta três vias principais que dão acesso a cada uma destas; e tanto a estrada do Muriqui Pequeno quanto a estrada do Muriqui Grande (estrada Aristides Melo), se encontram com a estrada Velha de Maricá. Segundo depoimentos de moradores mais antigos, o bairro de Muriqui foi formado pela partilha de três fazendas que se dedicavam à pecuária bovina e à agricultura. O seu parcelamento obedeceu a um processo diferenciado. Ao invés da transformação de propriedades rurais em loteamentos urbanos, mais freqüente nessa área, as fazendas se transformaram em muitos sítios. Este fato confere ao bairro uma singularidade que é a de representar um estágio de transição entre o rural e o urbano. Estas unidades espaciais medem em geral, dois alqueires,…
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Sapê

O Sapê localiza-se entre os bairros de Santa Bárbara, Ititioca, Caramujo, Maria Paula, Matapaca, Badu e uma pequena parte do Largo da Batalha. O nome Sapê, de acordo com depoimentos de antigos moradores, vem do fato de ter havido no passado sapezais naquele local. O bairro começou a surgir a partir de área que conhecida como Fazendinha, mas desenvolveu-se em outra direção e a Fazendinha atualmente é uma das localidades que compõem o Sapê. Devido ao crescimento das periferias, fato comum nas grandes cidades, o local passou também a atrair contingente populacional principalmente a partir da década de 70 (10,42%). A população está distribuída ao longo da estrada Washington Luiz (antiga estrada do Sapê), principal via de acesso, que se inicia no Largo da Batalha e atravessa todo o bairro fazendo a ligação com o Caramujo e Santa Bárbara. Quanto à estratificação social, observa-se nas proximidades da estrada Washington Luiz, predominância de edificações de padrão construt…
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Vila Progresso

Tendo como vizinhos Cantagalo, Badu, Matapaca, Maria Paula, Muriqui e Jacaré, o bairro é cortado pela Serra Grande, onde as altitudes variam até 300 metros. Foi originado de uma fazenda, pertencente a ingleses, que ali se estabeleceram ainda no século passado. No início deste século, por volta de 1920, a fazenda foi desmembrada e o loteamento daí surgido recebeu o nome de Vila Progresso, cujo empreendimento foi realizado por uma construtora com vários sócios. A feição que então adquiriu o bairro, mantém-se até hoje: sítios com grandes áreas, vegetação preservada, vastos espaços... Se já não nos deparamos mais com a figura do tropeiro por suas ruas, é ainda pouco expressivo o movimento de veículos. Este movimento concentra-se, principalmente, na estrada Caetano Monteiro que, cruzando toda Região de Pendotiba, é a principal via de acesso ao bairro. Fazem parte da Vila Progresso as localidades de Grota Funda, Coração da Pedra e Açude. Na primeira, localizada no sopé da Serra G…
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